Nesta resenha eu irei apresentar as principais descrições do livro “Educação Infantil como lidar com situações difíceis”. Estudado nas aulas de Seminário Integrado.
Abordarei um resumo da obra, onde descreverei as partes que julguei mais relevantes. O livro, por exemplo, traz textos sobre assuntos bem caóticos a respeito da Educação Infantil, tais quais, como: o papel do cuidador, evitando o esgotamento da profissão, doenças infantis e hospitalização, doenças de familiares, a criança ou o familiar tem HIV/AIDS, morte de um familiar ou amigo, separação e divórcio, desastres naturais, abuso e abuso sexual infantil, violência doméstica, abuso de substancias, violência na comunidade e na televisão, inclusão de crianças com necessidades especiais e inclusão de crianças com variadas culturas, racismo e preconceito, sexismo, pobreza, desemprego e falta de moradia. Além de tudo isso o livro também traz modelos de programas, ideias e atividades curriculares e por fim, um capitulo que consta dicas para ajudar a criança a administrar o seu comportamento.
Em suma, todos estes assuntos são muito importantes para quem trabalha ou irá trabalhar com educação infantil.
Decidi postar essa resenha no blog a fim de ajudar quem procura algum tipo de modelo, ou procura saber o que o livro apresenta. Espero que esse material não seja apenas mais uma vítima do Ctrl+C e Ctrl+V, e se fizer isso, lembre-se que um dia você estará do outro lado!

O livro Educação Infantil como lidar com situações difíceis foi escrito pela Karen Miller. A obra é estrangeira, sendo sua língua da versão original inglês. O livro foi traduzido pelo tradutor Roberto Cataldo Costa. Ele foi publicado em Porto Alegre: Artmed, no ano de 2008.
O livro consta 344 páginas, divididas em três partes. A parte um “Crises e Cuidadores” apresenta textos, como: o papel do cuidador e evitando o esgotamento da profissão. Já a parte dois “Crise por crise” aborda textos como doenças infantis e hospitalização, doenças de familiares, a criança ou o familiar tem HIV/AIDS, morte de um familiar ou amigo, separação e divórcio, depois do divórcio, desastres naturais, abuso infantil, abuso sexual infantil, violência doméstica: presenciando agressão conjugal, abuso de substancias na família, violência na comunidade, violência na televisão, inclusão de crianças com necessidades especiais, racismo e preconceito, sexismo, inclusão de crianças de culturas variadas, pobreza e desemprego e falta de moradia. Por fim, a parte três “Crise e currículo” traz modelos de programas, ideias e atividades curriculares e um capitulo que consta dicas para ajudar a criança a administrar o seu comportamento.
Além de tudo isso, os capítulos são divididos em subtítulos como: um exemplo (onde é dado um exemplo sobre a situação), analisando a questão (onde é analisado o exemplo dado), considerações sobre o desenvolvimento infantil, quando procurar ajuda, quem pode me ajudar, como lidar (com a equipe, com a criança, com as outras crianças e com os pais).

O livro Educação Infantil: como lidar com situações difíceis, ajuda os professores a enfrentar as mais complicadas e complexas situações que acontecem em salas de aula. O livro apresenta estratégias efetivas para lidar com os problemas mais difíceis que podem ser encontrados dentro de uma escola de educação infantil.
O primeiro capitulo aponta assuntos como trabalho em equipe, técnicas adequadas de resolução de problemas, a ética profissional, trabalho com a família, concentrar-se na criança (aprendendo a observar) e reconhecer quando deve procurar ajuda.
O segundo aborda o esgotamento, que é um problema que se caracteriza por um desgaste lento e progressivo do corpo e do espirito. O esgotamento extremo, tem o poder de imobilizar indivíduos que, de outra forma, seriam saudáveis e competentes. O controle escapa das mãos, a capacidade de agir diminui o resultado é mais estresse. Para isso o livro traz dicas, como: esclareça expectativas, tenha um plano, lembre-se: você não está só, preste atenção em suas emoções, cuide de si mesmo, mantenha o equilíbrio, analise o que deu de errado e construa sua força pessoal.
O terceiro e o quarto capítulo apresenta assuntos como: doenças infantis e doenças de familiares. Cada vez que uma criança é hospitalizada é um momento de estresse para a família. A criança sem dúvida ficará ansiosa e apresentará medos. Já quando um familiar tem uma doença, seja física ou mental, toda a família pode sofrer algum desiquilíbrio. Tranquilize a criança dizendo que ela não é culpada. Faça ela se sentir especial. Fale como todas as coisas vivas mudam. Prepare a criança. Estimule a família para manter a criança informada. Deixe a criança sempre segura. Acho que o essencial é amparar a criança em todos os momentos, para ela se sentir mais segura e sentir que tudo vai passar.
O quinto cita a situação de quando a criança ou familiares tem HIV/AIDS. A constatação de que há uma criança com HIV em sua escola pode fazer os funcionários e os pais reagirem com medo e pânico. O livro aconselha os professores a fazerem reuniões com os pais sobre o tema, discutir o tema com os pais e falar abertamente e honestamente com eles.
O capitulo seis menciona que por mais que queremos proteger as crianças inocentes de morte e luto, não podemos pois a morte é um fato natural da vida e em todas as culturas a criança é exposta a ela. O professor pode dar uma atenção extra para a criança, dar um “colo”, dar um “amor” especial para a criança e permitir que ela expresse suas emoções.
O sétimo e o oitavo relatam o processo de divórcio e depois do divórcio. O divórcio é prolongado, começa com estresse e brigas na família e progredindo até a separação, disputas pela guarda dos filhos, sentimentos difíceis nas horas de visita, dificuldade com o namoro dos pais, novo casamento e famílias novas. O professor pode esclarecer dúvidas, deixar a criança expor seus sentimentos. Tem de evitar adotar lados ou representar um dos pais e entre outras coisas.
O capítulo nove menciona os desastres naturais. As pessoas passam por terremotos, enchentes, incêndios, deslizamentos, furacões e tornados em toda parte e na maioria das vezes são inesperados. Em questão disso, o professor pode fazer treinamentos, encenar o evento com as crianças, organizar atividades e conversas em grupo. Sem esquecer de falar sobre a importância de ajudar os outros.
O décimo e o décimo primeiro capitulo citam o abuso infantil, abuso físico, negligencia e abuso sexual infantil. Traz explicações do que é cada coisa e referências de como lidar com a situação, pais, crianças e entre outros.
O décimo segundo apresenta a violência doméstica onde a criança sempre irá ficar com sequelas. Se criança presenciar isso em seu cotidiano verá que o lugar onde era para ela ficar tranquila e segura acaba se tornando um lugar de insegurança e desespero. O educador precisa observar o comportamento das crianças, quando ela começa a se tornar agressiva, medrosa e entre outros, alguma coisa está acontecendo.
Os capítulos quatorze e quinze trazem os assuntos violência na comunidade e na televisão. As crianças são muito prejudicadas a exposição a violência. Os professores relatam que o número de crianças expostas a violência é a maior mudança dos últimos anos. Como também, muitos estudos mostram que o comportamento agressivo em crianças aumenta quando elas assistem a programas de televisão violentos. Elas absorvem mais medo, mais raiva, mais agressividade, que interferem na aprendizagem, na adaptação social e na capacidade de brincar.
O dezesseis aponta a importância da inclusão de crianças com necessidades especiais em escolas normais. A criança que tem necessidades especiais e frequenta uma escola normal se sentirá mais reconhecida socialmente e tem mais chances de aprender coisas rapidamente.
O capitulo dezessete aborda o racismo e o preconceito. O racismo é qualquer ação que subordine um indivíduo ou grupo com base na cor da pele ou da raça. O objetivo do educador deve ser aproveitar a curiosidade natural das crianças e ajudá-las a considerar as diferenças interessantes, estimulante e enriquecedoras.
O dezoito relata o sexismo. Pais, avós, tios, tias às vezes sentem que devem estimular a masculinidade ou a feminilidade das crianças. Para que elas desenvolvam uma identificação com o sexo adequado. Mas não vai ser a roupa, o cabelo ou a brincadeira que vai deixar uma menina mais masculina ou um menino mais afeminado. O que faz deles um menino ou uma menina são suas partes intimas.
O capítulo dezenove aborda a inclusão de crianças de culturas variadas. Para isso o livro traz algumas dicas, como: ler sobre a cultura da família, aprender palavras e frases básicas na língua da criança, representar a cultura da criança em imagens e materiais, estimular as interações e as amizades, pedir para a criança ensinar palavras de sua língua, visitar a casa dela, manter um relacionamento social com a família e estimular os pais a trazerem fotografias da família.
O vigésimo aponta a pobreza e o desemprego. Que costuma ser uma daquelas situações de nossa sociedade em que “a culpa é da vítima”, mas uma coisa é certa, as crianças não merecem as circunstancias de pobreza que as privam das oportunidades de que necessitam para vencer as dificuldades da vida. Se a sua escola não oferece refeições, tente se organizar para oferecer pois a fome causa impacto em todos os aspectos de experiência das crianças.
O capítulo vinte e um traz a falta de moradia. Esse problema está crescendo. As pessoas podem não ter onde morar por muitas razões. Pode ser uma situação temporária, as mulheres fogem de situações perigosas de violência doméstica, tentam botar os pés no chão ou mudam para outras áreas para recomeçar. Ou trabalhadores que perdem o emprego e são despejados porque não podem pagar o aluguel.
No vinte e dois é apresentado vários modelos de programas. Como criar uma rotina: tempo livre para brincar, hora da limpeza e organização, hora do lanche, brincando ao ar livre, hora do almoço, a transição do almoço para o repouso, hora da sesta e encerramento. O valor da hora do círculo e a importância do brincar livremente (trazendo o significado de brincar livremente, como o professor trabalha individualmente durante as brincadeiras livres e por que as brincadeiras livres são valiosas.
O vigésimo terceiro capitulo cita ideias e atividades curriculares. Mencionando que benefícios são dados às crianças em tais brincadeiras. Brincadeiras dramáticas: brincar de gente grande, dramatização com miniaturas e blocos, brincadeiras com casa de bonecas, com areia, com miniaturas. Atividades artísticas: atividades livres com bastante materiais onde a criança poderá usar muita criatividade, serrando, desmontando coisas, brincadeiras com música e movimento. Atividades sensoriais: com água, areia, argila, massa de modelar, massa caseira, objetos pegajosos, espuma de barbear, sacos de bater, massa de amido de milho e água, massa de cola e goma. Atividades linguísticas: histórias e livros. Atividades com fantoches: fantoches para as crianças usarem, para os adultos usarem. E entre muitas outras coisas.
Por fim, o vigésimo quarto aborda com ajudar as crianças a aprender a administrar o seu comportamento. Usando o apoio de profissionais, observar, registrar o que acontece, construa a autoestima, evite julgar, simplifique a sua linguagem, dê exemplos de respostas adequadas, interprete as intersecções, ensine as crianças a conversar, crie regras e rotinas, tente envolver as crianças ao criar as regras, ensine as crianças a compartilhar (brinquedo e espaços por exemplo), ensine a criança a resolver os conflitos, discuta sobre sentimentos com elas, converse a respeito da raiva, leve materiais táteis e sacos de bater para a criança administrar sua raiva, entenda e lide com a agressão, lide com os palavrões, interrompa ataques temperamentais antes que perca o controle e estimule habilidades sociais positivas.

A validade que esta obra tem para minha aprendizagem e para meu trabalho enquanto educadora é de extrema grandeza.
“Todos querem ter um “livro de receitas” para lidar com os problemas de comportamento das crianças pequenas. Você procura o problema no índice, vai até a página 47, e lá está a receita de como lidar com ele – satisfação garantida! É claro que não existe esse “livro de receitas de comportamento”, pois não existe “ingredientes” padronizados. Cada criança é diferente [...]”
“[...] O máximo que podemos fazer é tentar entender as variáveis e o seu impacto sobre o comportamento das crianças, Algo que funciona com uma criança ou situação pode não funcionar com outra. Nosso objetivo não é necessariamente resolver o problema imediato, mas determinar o que ajudará a criança a se tornar um ser humano competente, interessado e bem-sucedido.”
Como o próprio livro mostra, não existe um “livro de receitas” para lidar com os problemas, mas ele tenta trazer, pelo menos, dicas de como lidar em cada situação, quando procurar ajuda, quem pode ajudar, como lidar com a equipe, com a criança, com as outras crianças e com os pais. E quem trabalha com educação infantil vê essas situações difíceis diariamente e o educador precisa ter uma orientação de como lidar em cada uma dessas situações. Por esse motivo, tenho a certeza de que a validade que este trabalho teve para meu trabalho enquanto futura educadora é de extrema grandeza. 

Um comentário:

  1. Muito bom, vai me ajudar muito.
    Preciso fazer um Paper sobre esse assunto.
    OBRIGADA!

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