O divórcio não é um problema ou evento único. Ele é
prolongado, começando com estresse e brigas na família e progredindo até a separação,
disputas pela guarda dos filhos, adaptações na família, sentimentos difíceis
nos momentos de visita, dificuldades com outros familiares, namoro dos pais,
novo casamento e famílias novas. Os conflitos entre os pais ás vezes podem
aumentar após o divórcio, com consequências negativas para as crianças. As
famílias que passam por um divórcio geralmente sentem um certo grau de dor e
tensão.
Pais com guarda legal compartilhada dividem o processo de
tomada de decisões em questões relacionadas com a criança, como a formação
religiosa, a escolarização e os cuidados médicos. Eles devem tentar se dar bem,
ser civilizados na presença da criança e não se criticarem.
O ambiente da creche ou da escola, por ser terreno neutro,
muitas vezes se torna o local onde as crianças são transferidas entre os pais,
e onde eles deixam recados. Os professores têm que evitar adotar lados ou
representar um dos pais para o outro.
Quando pais divorciados continuam com suas vidas e
desenvolvem relacionamentos novos, seus filhos que podem estar se debatendo com
a perda, a raiva e medo relacionados com o divórcio tem uma adaptação nova e
difícil a fazer.
Os namoros dos pais podem causar sentimentos de ciúme e
ressentimento no outro cônjuge. Às vezes podem usar a criança como espiã para
obter informações e até instruí-las com maneiras de sabotar o novo
relacionamento. Isso sempre é prejudicial à criança com os novos pais. Ademais,
por estar envolvida na alegria do novo relacionamento, a pessoa nova pode não
estar disponível para a criança e pode não notar que ela está desconfortável
com a situação.
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